quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Entre as Páginas de... #17

Heartless, de Marissa Meyer


Escusado será dizer que Marissa Meyer é um génio da escrita fantástica e que The Lunar Chronicles (ou As Crónicas Lunares) é uma das minhas séries favoritas de todo o sempre. Assim, tornou-se impossÍvel resistir aquele que é um dos, por mim, mais esperados lançamentos do ano e embarquei nesta viagem alucinante pelo PaÍs das Maravilhas e pela juventude da tão famosa Rainha de Copas sem hesitar.
Infelizmente, sinto que parte do encanto caracterÍstico da autora não está, de todo, presente nas páginas deste seu novo livro. Falta-lhe garra e uma certa leveza humorÍstica. Os pormenores são imensos e as peculiaridades ainda mais, mas, não sei, acho que lhe falta alguma coisa.
Veremos como corre o resto da leitura. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Desabafo de Leitora...

Olá, queridos leitores,

Nem sei por onde comecar.
Ao fim de tanto tempo ausente deste espaço que sempre foi importante para mim, e muito mais que um mero registo de páginas percorridas, aventuras vividas e comentários trocados, e com uma certa nostálgia que volto a abrir esta página de escrita e deixo o pensamento e os dedos fluirem pelo teclado, em busca de palavras que signifiquem tanto ou mais do que aquilo que estou a sentir.

O tempo que já lá vai foi árduo e exigente. Não houve espaço para devaneios literários, apenas para trabalho, crescimento profissional, novas jornadas que tanto se mostram frutÍferas quanto drasticamente implacáveis. Ainda assim, fica a vontade de voltar a este cantinho que tantas alegrias me deu ao longo dos anos, e que me possibilitou conhecer todos vocês, companheiros de letras, de sonhos fantasticamente improváveis.

O Pedacinho comemorou 7 anos no passado dia 7 de Setembro. Os anos foram casados mas a passagem por aqui foi impossÍvel – perdoem-me! Confesso que inúmeras vezes me passou pela cabeca fechar este pedaço de mim, por não ter a mesma disponibilidade de outrora, por não ter o mesmo entusiasmo para as leituras, por ler menos mas melhor e sempre diferente. Mas quando cheguei ao incrÍvel patamar dos 7 e olhei para trás, para todas as memórias que guardo carinhosamente, e por todo o trabalho que tem vindo a ser aqui deixado, pensei: poderá não ser a mesma coisa, a mesma recorrência, mas vou tentar mais uma vez, vou tentar arranjar um bocadinho de tempo para dedicar ao Pedacinho e aos que tao fielmente me seguem. E a quem eu tudo agradeço! 


Inevitavelmente, o blogue sofrerá mudanças. A qualidade manter-se-á mas a passagem por aqui não será tao assÍdua, assim como o próprio conteúdo será mais centrado nas opiniões e em pequenas publicações que possam surgir sobre as paginás que for percorrendo. Tentarei trazer-vos um bocadinho do que vos trouxe no passado – passatempos, divulgações – mas estas serão sem dúvida mais selectas e direccionados para os géneros que tanto gosto de ler.

Este devaneio já vai longo e um gigante obrigado a quem chegou até aqui – e a quem se tem mantido por este espaço, sempre na esperanca de que esta vossa apaixonada por livros volte e deslumbre. Vamos ver-nos em breve, dúvidas nao me restam. Mas até lá fica um até já. 

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Illuminae, Amie Kaufman & Jay Kristoff [Opinião]







Título Original: Illuminae
Autoria: Amie Kaufman & Jay Kristoff
Série: The Illuminae Files, #1
Editora: Nuvem de Tinta
N.º Páginas: 608

Sinopse
Illuminae é diferente de todos os livros que alguma vez leste. 
Através de documentos pirateados, emails, mapas, arquivos militares, transcrições de interrogatórios e mensagens, vais descobrir que o pior dia da vida de Kady é apenas o início da história mais trepidante e arrebatadora de sempre.


Opinião
Quase não existem palavras para descrever o extraordinário que é este livro, nem a profundamente única experiência de leitura que este proporciona. De uma inovação e criatividade sem igual, Illuminae aborda uma temática futurista, num universo espacial, que deixa marcas quanto à possibilidade de um dia se tornar real. 
Centrando-se em duas personagens principais, Kady e Ezra, que outrora viveram tudo em conjunto mas agora se vêem separadas não somente pelas circunstâncias naturais em que se encontra o mundo que conhecem mas também pelas diferenças pessoais que as movem, este é um romance de ficção científica que agradará a qualquer apaixonado do género, seja um leitor mais experiente ou novato, devido à maturidade com que está escrito e ao modo singular com que o enredo está explorado, através de relatórios, trocas de emails, registos visuais e análises de terceiros. 

A informação proporcionada pela narrativa quase não chega a ser suficiente, e por mais do que uma vez o leitor vê-se cercado por perguntas e deduções sem aparente resposta, no entanto, a descoberta constante, a surpresa e o fascínio, incitam a uma leitura sôfrega que culmina num desfecho alucinante e de alta tensão que, sem dúvida, exige a presença de Gemina, o segundo volume da série, na estante. 
As personagens são autênticos ímanes de força e destreza, principalmente Kady. Esta é uma protagonista de peso, que sabe medir as consequências dos seus actos e que está disposta a tudo para salvar os que ama. As suas interacções com Ezra são como a cereja no topo do mais delicioso bolo do mundo, abrindo portas para o sorriso, o riso e, até, a lágrima. Gostei imenso destas duas figuras enquanto par e confesso que houveram dois ou três momentos que me partiram o coração e me fizeram perder a esperança no género mas Amie Kaufman e Jay Kristoff sabem, claramente, o que estão a fazer o que me leva a pensar que o método favorito de ambos no que diz respeito a torturar os seus leitores é levar estes a um ponto de não retorno de loucura e ansiedade. 

O que ainda me deixou mais perplexa e tão absolutamente encantada com este livro foi o seu vilão. Illuminae tem uma das mais bem construídas e desenvolvidas personagens nesta categoria, assumindo uma dubiedade maravilhosa entre o ser-se naturalmente mau e o estar a sê-lo por se acreditar ser a única forma de salvar ‘a humanidade da destruição total’. Adorei este elemento da narrativa e as passagens na sua presença, recheadas de provocações, tensão e suspense, são do melhor que esta obra tem para oferecer.
O desencadear dos acontecimentos, o fusão exímia dos estilos de ambos os autores, a abertura para o que ainda está por vir e toda a questão visual do livro transformam Illuminae numa composição perfeita de narrativa e grafismo elevando-o já a um dos favoritos do ano. Esta é uma daquelas tramas que é muito, muito difícil de explicar dada a sua diferença de tudo o resto, e que deve ser experienciada por cada leitor. Muitas são as nuances e as mensagens que podem ser encontradas nas entrelinhas mas há que ter em mente que, acima de tudo, esta é uma história de amor entre dois adolescentes que se viram separados por uma magnitude impossível de combater – o Espaço, o alastrar da doença e as muito poucas probabilidades de sobrevivência. Sem dúvida, um livro a não perder. 

domingo, 12 de junho de 2016

O Pacto, Elle Kennedy [Divulgação]


A série Off-Campus chega a Portugal com O Pacto

Título: O Pacto
Título Original: The Deal
Autoria: Elle Kennedy
Série: Off-Campus, #1
Editora: Suma das Letras
N.º Páginas: 444
PVP.: 17,90€

Sinopse
Hannah Wells, uma jovem bem sucedida nos estudos mas não tanto a nível amoroso. 
Hannah fará de tudo para ter um encontro, mesmo que isso signifique o não tão estudioso e um pouco infantil, irritante e pretensioso Garrett Graham. Tudo o que Garrett sempre quis foi jogar Shockey profissionalmente mas os seus estudos ameaçam o seu sonho. Portanto pedir ajuda a Hannah em troca de um encontro não parece assim tão mal, certo?

Sobre a autora:
Elle Kennedy é autora bestseller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Escreve romances de suspense e eróticos contemporâneos. Heroínas fortes e sensuais, e heróis seu e musculares são marca dos seus livros, temperados com muito calor e alguns perigos, pelo que já conquistou um vastíssimo público leitor. 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Não É Tarde Para Amar, Monica Murphy [Divulgação]


«A história de Owen é tudo o que eu esperava que fosse! Dou a Não É Tarde para Amar cinco estrelas! É um grande final de uma série incrível!»
A Booklist Escape

Título: Não É Tarde para Amar
Título Original: Four Years Later
Autoria: Monica Murphy
Editora: Topseller
N.º Páginas: 320
PVP.: 17,69€

Sinopse
Sem rumo. Isto resume a minha vida. Suspenso da equipa de futebol da faculdade e forçado a diminuir o número de horas de trabalho por causa das minhas más notas, não posso continuar a correr para o colo da minha irmã, Fable, e do seu marido, Drew, à procura de ajuda. Sinto que não consigo encontrar o meu próprio caminho - droga e sexo são tentações irresistíveis. Um explicador é a última coisa que eu quero, até a ver. 
Chelsea não é de todo o meu tipo. Ela ºe inteligente e muito tímida. Tenho a certeza de que é ainda virgem. Mas quando ela me olha com aqueles penetrantes olhos azuis, eu fico completamente perdido. Não vou negar que o corpo dela é de morrer, mas é a sua cabeça e o modo como ela parece necessitar de amor - como se nunca tivesse sido amada - que me faz desejá-la mais do que a qualquer rapariga que já conheci. 
O que é que alguém aparentemente tão certinho como ela pode ver num tipo sem rumo como eu? 

Sobre a autora
Monica Murphy é uma autora norte-americana, cujos livros Uma Semana para te Amar, Vou Amar-te para Sempre e Prometes Amar-me? foram bestsellers do New York Times e do USA Topday. Em Portugal, é já uma das autoras de romances que maior expectativa cria nas leitoras. 
Monica escreve ficção para jovens adultos, além de romances contemporâneos. Vive com o marido e os três filhos no sopé das montanhas de Yosemite, na Califórnia. Adora livros e, por isso, considera que tem o melhor trabalho do mundo. 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Revelada a Capa, #7 - Carve the Mark, Veronica Roth

Foi na semana passada revelada a capa de Carve the Mark, o regresso de Veronica Roth à literatura YA. E, oh meu Deus, estou absolutamente maravilhada! Adoro o contraste do azul petróleo com o ‘sangue’ dourado... visualmente é uma capa simples mas muito, muito chamativa – mas suponho que isso seja algo comum nos livros de Roth, basta olhar para as capas espectaculares de Divergente, Insurgente e Convergente

Eu sou contra a maré e tenho a dizer que embora existam vários pormenores ao longo da trilogia Divergente que me desagradaram, o final de Tris (que por esta altura já não é spoiler nenhum) foi mais do que aceitável – aliás, fez todo o sentido. No momento, a emoção leva a melhor de mim mas horas, dias, meses, anos mais tarde tenho a agradecer a coragem dos autores que não têm medo em matar as suas personagens principais. Por isso, gosto de Veronica Roth. Bastante! E mal posso esperar pelo lançamento de Carve the Mark, agora num estilo mais de ficção científica que de fantasia distópica. 


Título: Carve the Mark
Autora: Veronica Roth 
Editora: Katherine Tegan Books (HarperCollins Publishers)
Data de Publicação:  17 Janeiro, 2017 
Formato: Hardcover 

Que venha ele. A sério, que venha mesmo! 
Já tenho saudades da escrita de Roth e estou decididamente curiosa com o que mais poderá esta autora crescer, agora que a febre de Divergente se encontra um pouco apagada e a própria autora teve tempo para crescer e desenvolver o seu estilo. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Confesso, Colleen Hoover [Opinião]




Título Original: Confess
Autoria: Colleen Hoover
Editora: Topseller  
N.º Páginas: 264


Sinopse
Auburn Reed tem toda a sua vida planeada. Não há espaço para erros ou imprevistos. Até que, um dia, entra num estúdio de arte e conhece Owen Gentry, o enigmático artista dono do estúdio. Auburn sente, de súbito, que algo muda dentro dela e decide deixar-se levar pelo coração. 
Owen, contudo, guarda segredos que não quer ver revelados. As escolhas do seu passado não parecem permitir-lhe um futuro livre, e Auburn tem demasiado a perder se decidir lutar por ele. A única forma de não pôr em risco tudo o que é importante para si é deixar Owen. Confessar é tudo o que ele tem de fazer para salvar a relação de ambos. Mas, neste caso, a confissão pode ser muito mais destrutiva do que o próprio pecado. Será o amor capaz de sobreviver à verdade? 


Opinião
De todos os romances de Colleen Hoover que tive o prazer de folhear, este é, muito possivelmente, aquele cuja ideia base e essência mais me agradou e fascinou. Adorei, em absoluto, toda a componente envolvente das confissões e do facto de a autora anunciar, no começo da obra, que estas não são, de todo, imaginárias e, em tudo, reais. A ambivalência dos segredos e das confissões presente nesta trama é algo que me fascina, pois mostra o verdadeiro carácter do ser humano e o modo como este se comporta no mundo real. Em Confesso, Hoover levou esta temática a todo um completo novo nível e construiu, de forma sublime, um enredo perspicaz, envolvente e com um sabor muito especial a autenticidade. 

Gostei bastante das personagens deste livro. Auburn é uma protagonista de peso, interessante e que sabe cativar o leitor com os seus dilemas, acções e problemas familiares – assim como com os sentimentos que inexplicavelmente e tão rapidamente vê crescer por Owen. Nota-se um desabrochar da sua maturidade e da sua posição no mundo ao longo de todo o enredo e foi verdadeiramente único presenciar o seu ‘último acto de amor’, não somente para si e para o seu futuro mas também pelo bem estar de outros. 
Quanto a Owen, ainda que este não seja o meu protagonista masculino favorito de todos os romances de Hoover, a sua tenacidade é implacável e por isso não tive como não me deixar levar pela sua beleza interior e artística. Adorei a curiosidade ligada ao seu nome – sempre que anunciar a presença de Deus daqui para a frente irei lembrar-me deste livro, não há como o evitar – e as suas intenções, sempre genuínas, sempre misteriosas e sempre um tanto ou quanto sonhadoras. 

A arte presente nesta edição de Confesso é absolutamente avassaladora. Admito que é um estilo que me atrai sobremaneira, subjugando o real e uma camada imaginária e colorida do que perfeito deverá ser. Gostei imenso das descrições dos quadros, das cores, dos tons, das pinceladas, dos significados e ainda mais das confissões que lhes deram vida. Algumas dessas confissões são arrasadoras e não há como não pensar nestas pessoas e no modo como as suas existências estão marcadas para todo o sempre, mas as confissões boas, os momentos enternecedores presentes em algumas delas, dão uma nova luz à obra e ao quotidiano de pessoas ‘normais’, comuns, enriquecendo a máxima de que tudo se encontra nos pormenores. 

Os romances desta autora são sempre um bálsamo para a minha alma, um refúgio para quando me quero esconder do mundo e um novo abrir de portas quando a ressaca literária ataca. Sou completamente apaixonada pela sua escrita – sempre viciante, sempre no ponto e na atitude certa –, pelas suas personagens – martirizadas por passados e presentes reais, palpáveis –, e pelos seus pormenores. Confesso que o twist relativamente ao que se passa na vida de Auburn não foi uma surpresa para mim. Já tinha ponderado essa possibilidade muito devido ao começo do livro e à ligação que esta mantinha com certas pessoas, mas não estava à espera do significado por trás do quadro que Auburn guarda de Adam, a última peça que recebeu deste. Isso sim apanhou-me desprevenida e fez com que um sorriso saudável e sabedor, carinhoso até, se desenhasse nos meus lábios. 

Escusado será dizer que Hoover será sempre uma autora à qual recorrei em qualquer momento da minha vida. Nos momentos tristes e nos instantes felizes, Hoover é sempre uma boa aposta e mal posso esperar por continuar a descobrir a sua imaginação, a sua escrita e as suas personagens. Gostei imenso deste livro e (uma vez mais) confesso que se encontra muito perto do meu favorito da autora, Amor Cruel
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